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 Autismo e sindrome de asperger

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Elsa
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MensagemAssunto: Autismo e sindrome de asperger   Sex 25 Out 2013, 22:56

UMA CONFUSA mistura de eventos, pessoas, lugares, sons e sinais, sem fronteiras claras, ordem ou sentidos para algo, é assim que se apresenta a realidade ao autista. A perturbação é caracterizada por um estado de mutismo e uma incapacidade de desenvolvimento normal nos aspectos da linguagem e do comportamento social.

O autismo afecta a forma de comunicação do indivíduo e a interacção com os outros. A capacidade de estabelecer amizades e de compreender, tanto os sentimentos, como o impacto nas outras pessoas do seu comportamento é limitada.

As pesquisas indicam que na última década se registou um aumento dramático de casos de autismo, apesar da razão desta subida não estar ainda identificada. De acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke, dos E.U.A., estima-se que o autismo afecte entre 2 a 10 pessoas em cada 10.000 habitantes, dependendo do critério de diagnóstico utilizado. O autismo afecta quatro vezes mais os rapazes, registando-se casos em todo o mundo, independentemente da raça ou nível social.

A National Autistic Society, da Grã-Bretanha, identifica três grandes áreas problemáticas para o autista:

A interacção social - a dificuldade do autista nas relações sociais, por exemplo, a parecer distante e indiferente aos outros.

A comunicação a nível social - as dificuldades na comunicação verbal e não verbal, por exemplo na compreensão do significado de gestos, expressões faciais ou tons de voz. Muitas vezes o autista não responde às emoções dos outros ou procura nos rostos sinais para um comportamento apropriado.

A imaginação – a dificuldade na capacidade de imaginar, com um número limitado de actividades imaginativas, possivelmente realizadas de forma continuada e rígida.

O uso de linguagem estereotipada, repetitiva ou não habitual, a aparente inflexibilidade e apego a rotinas e processos e específicos e os padrões de interesse restritos incluem-se também entre as características utilizadas pelos terapeutas e investigadores na identificação do autismo.

O andar de trás para a frente durante extensos períodos de tempo, os movimentos estereotípicos como bater palmas ou noutra parte do corpo repetidamente, ou ainda o alinhar obsessivo de objectos, são comportamentos que o autista pode evidenciar.

Frequentemente não reage bem aos sons, ao tacto e a outros estímulos sensoriais, podendo também ser extremamente sensível a outras situações. Esta sensibilidade pode contribuir para outros sintomas de comportamento como a resistência a ser abraçado.

Grande parte da vida do autista é passada a tentar descobrir padrões por detrás de tudo. Casos mais complicados podem incluir uma intensa ligação a um objecto particular sem razão aparente assim como o fascínio por padrões regulares e repetitivos.

A PAR com o autismo, alguns indivíduos apresentam problemas de audição. Para se proceder a uma correcta despistagem, visto que os problemas de audição podem ser confundidos com autismo, as crianças com desenvolvimento tardio devem ser devidamente examinadas. 75% dos casos de autismo apresentam uma deficiência mental associada de graus diversos, segundo os dados do Projecte Autisme la Garriga. Em casos raros, as crianças autistas podem apresentar sinais de grande inteligência em áreas como a Música, a Matemática (multiplicar números velozmente, por exemplo) e o Desenho.

A indiferença, a falta de interesse pelas pessoas e pelo ambiente, os problemas no sono e na alimentação são sintomas que o bebé autista poderá apresentar. A rejeição ou preferência por certos alimentos, o chorar em demasia ou, pelo contrário, nunca chorar, os medos fora do comum, ou o não responder ou reagir de forma diferente à da que reagem os outros bebés são também sintomas que poderão ajudar no diagnóstico nos primeiros tempos de vida.

Salienta-se ainda que as manifestações no espectro do autismo podem variar consideravelmente entre as crianças e também a nível individual, ao longo da vida.

O SÍNDROMA de Asperger é uma forma de autismo, na qual os indivíduos apresentam menos problemas com a linguagem. Muitas vezes falam fluentemente embora as palavras possam soar muito formais. Normalmente não têm acompanhamento para as dificuldades de aprendizagem e frequentemente apresentam níveis de QI (quociente de inteligência) médios ou mesmo superiores. Com a motivação e acompanhamento adequados, estas crianças frequentam o ensino regular, podem progredir na escola e, no futuro, singrar no mercado de trabalho.


Devido à sua complexidade e variabilidade de sintomas, o autismo pode ser difícil de diagnosticar. Embora as características sejam evidentes nos primeiros anos de vida, aparecendo nos três primeiros anos, a condição pode não ser detectada durante vários anos, em especial nas pessoas que apresentam sinais mais subtis.

INVESTIGADORES britânicos, em 1998, afirmaram ter isolado o conjunto de genes responsável por esta doença, depois de terem estudado famílias com mais de um filho autista, na Europa e nos E.U.A.. Investigações recentes levam a concluir que o autismo tem uma componente genética obrigatória, afetando somente as crianças cujo património genético inclui determinados genes. Apesar da totalidade dos genes responsáveis pelo autismo ainda não estar determinada, estima-se que sejam entre três a dez, segundo revela o jornal Expresso.

São também determinantes as interações entre o organismo de uma criança potencialmente autista e o ambiente em que se insere, em especial quando as combinações genéticas que poderão estar na causa no autismo são mais fracas, indica o referido jornal.

Assim, o consumo de álcool e de alguns fármacos durante a gravidez, tal como a ocorrência, neste período, de algumas infecções virais congénitas, como a rubéola, são fatores ambientais que poderão contribuir, em conjunto com o património genético, para o aparecimento do autismo nas crianças.

Apesar das incertezas, está provado que uma educação especial pode trazer algumas melhorias. O tratamento primário deve ter lugar em casa, na escola e na comunidade. Na escola, a planificação do trabalho deve não só ter em conta as necessidades que advêm do autismo como outras que lhe estão associadas.

Os objetivos educacionais devem ser comuns aos de todas as crianças, incentivando a independência pessoal e a responsabilidade social. Estas metas implicam progressos nas capacidades sociais e cognitivas, nas competências verbais e não verbais de comunicação e na adaptabilidade da criança. A redução de dificuldades comportamentais e a generalização das capacidades em diversos ambientes devem também constituir objetivos a cumprir, salienta-se na obra Educating Children with Autism.

VÁRIAS técnicas e programas específicos têm resultados positivos no desenvolvimento da aprendizagem de crianças autistas. O desafio consiste em, concomitantemente, continuar a promover a investigação nesta área e assegurar a implementação do que já é conhecido, de forma a que todas as crianças beneficiem dos conhecimentos que dispomos.


Autismo - bibliografia

National Institute of Neurological Disorders and Stroke
http://www.ninds.nih.gov/


National Autistic Society
http://www.nas.org.uk/index.html


Educating Children with Autism
http://books.nap.edu/books/0309072697/html/R3.html#pagetop


Projecte Autisme la Garriga
http://www.autisme.com/html/projecto.html


Autismo - Comportamento, Desenvolvimento e Trato
http://www1.terravista.pt/Enseada/8146/Autismo.html


As Necessidades Educativas Especiais
http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2000/icm32/


Site Universal
http://www.universal.pt

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